ALUGUEL DE CARRO NO EXTERIOR: ALGUMAS DÚVIDAS.



Quando nos tornamos um pouco mais confiante em nossas viagens, nos sentimos aptos a fazer nossos roteiros e sabemos que poderemos corrigir possíveis problemas em outras línguas, esta é a hora de alugar um carro. Todos que já o fizeram, passaram por situações de dificuldade em algum momento, entretanto, com alguns cuidados, é válido alugar um carro.

Algumas situações que podem deixar dúvidas:

1-HABILITAÇÃO
Nos EUA, a nossa CNH é aceita. .Na Europa, a Carteira Internacional de Habilitação (PID) é imprescindível e tem a mesma validade da nossa brasileira.
Na África do Sul, se desejar alugar um carro, a Carteira Internacional será solicitada. Suas estradas bem sinalizadas e seguras valem à pena .Se for ao Egito, nem cogite esta possibilidade. Aceito em mais de cem países, viaje sempre com sua Carteina Nacional de Habilitação atualizada e Passaporte ou documentação de identificação com foto (Mercosul). Procure o Detran local ou o Touring Club do Brasil(www.touring.com.br), é rapido e fácil.







2-MULTAS

Algumas vezes tem que ser resolvido no próprio local da ocorrência mesmo. Outrossim, recebemos a notificação para pagar em um banco local (aconteceu conosco na Alemanha). Se a multa chegar na locadora, receberemos em casa ou já descontado no cartão de crédito. Em uma oportunidade, a multa não chegou, e quando fomos alugar depois na mesma locadora, não havia nenhum registro. Portanto, atenção redobrada em guardar comprovantes e contratos.
Nos EUA, se a infração for tida como grave, o guarda rodoviário pode recolher sua carteira e ser necessário participar de uma audiência. A multa é aplicada ao condutor e não ao carro. Depois de uma ano e meio ,recebemos uma notificação em casa para pagamento de uma multa(de Milão).Tudo resolvido pela internet mesmo.

3-POSTOS DE COMBUSTÍVEL

Quando temos o prazer de encontrar um solícito funcionário do posto, ótimo.  Mas, na maioria das vezes, os mesmos são self-service. Como funciona? Nós é quem fazemos tudo, do abastecimento à limpeza do pára-brisa. Em alguns postos, paga-se o valor desejado na própria bomba, através de valores expostos e, então, procedemos o abastecimento até aquele valor. Se desejarmos mais combustível, repetimos o procedimento(Itália,ex). Em outros, as bombas são numeradas e, após o abastecimento, nos dirigimos ao escritório, informamos o número e efetuamos o pagamento, sob a forma de cartão de crédito ou cash. Cuidado, porque algumas bombas podem aceitar seu cartão de crédito e outras não. Se isso acontecer procure o funcionário do posto.Nos EUA a forma mais comum é aquela que você introduz inicialmente o cartão de credito, digita o Zip código solicitado com cinco algarismos(qualquer código,tipo 57000),faz o abastecimento e depois recolhe seu recibo(sempre é bom).



Selecione o valor
Numeração



4-PEDÁGIO


Moedinhas(Coins)

As grandes estradas possuem pedágio. Os valores variam, mas a forma de pagamento é que, às vezes, confunde e que pode ser diferente em um mesmo país.  Em alguns deles, a funcionária vai dizer o valor e devolver troco se necessário. Em outros, você receberá um passe, que deverá ser pago quando deixarmos a estrada em um outro pedágio (por quilômetro percorrido), comum na Itália e na  França, por exemplo.

Ticket para ser pago no próximo pedágio

 Algumas vezes, o valor está exposto em uma tabela bem visível e  procedemos a colocação de  moedas até chegar ao valor desejado. Então, a cancela é aberta para seguirmos viagem. Mais prático mesmo é deixarmos à  disposicão, em um lugar de fácil acesso no carro, várias moedas nessas siuações.  O pagamento com cartão de crédito pode ser feito, mas ainda prefiro as moedas. Não se estressar com o carro atrás é outro segredo. Na Europa, uma opção é o adesivo ou vignette, posto em local visível no carro.O Pedágio eletrônico ( sunpass ou epass) é muito utilizado nos EUA e é distribuido por algumas locadoras mediante pagamento (US$ 3) dia e os valores são pagos no cartão de crédito de quem alugou o carro. A ativação é na passagem do primeiro pedágio. Como lembrete, ao chegar ao pedágio, observe a PLACA AZUL (Exact Change), só moedas, valor exato, sem trocos. PLACA VERDE (Change Provided) sinaliza a presença de funcionário atendendo e poderá dar troco e o Sun Pass, onde deveremos nos direcionar se tiver o adesivo.
Em Dubai o funcionamento é diferente.Existem as Salks,um sistema rodoviário de pedágio.Cada passada pelo "portão" custa AED 5,descontados em seu cartão de crédito.O adesivo vem instalado no vidro da frente de seu carro.

Sistema Salk - Portão na rodovia



5-O PARQUÍMETRO

Estacionar no exterior pode ser estressante mesmo. Sempre existirá um estacionamento (P) próximo, mas sempre pago e caro. Em via pública, esses simpáticos aparelhos estarão lá para marcar o tempo que você ocupará aquele espaço. Ele poderá dividir duas vagas (como no Alasca, por exemplo) ou, quando o espaço é amplo, deveremos nos dirigir ao mesmo e pegar um ticket (Pay and Display). Como funciona? Existem vários modelos, porém com a mesma finalidade. Ao estacionar, nos dirigimos ao Parquímetro e colocamos as moedas até o tempo que achamos conveniente nos manter no local ( cerca de 20 ou 30 min, por ex.). Se precisarmos de mais tempo, obviamente acrescentamos mais moedas. Eles começam a cronometrar decrescente, até o zero, onde teoricamente já deveríamos ter retirado o carro. Se o fiscal, ao ler o aparelho, observar o tempo zero, seu carro será multado ou até guinchado (outro problema). E problemas num país alheio deverão ser sempre evitados. Atenção ao tempo determinado e lembrete de que viajar nem sempre é só diversão. Mas muita responsabilidade! Alguns aparelhos aceitam cartão de crédito, dinheiro e as famosas moedas. São auto-explicativos. Seu ticket com o tempo de permanência deverá esta exposto no vidro do carro, para o caso de eventual esclarecimento.

                        

Parquimetro no Alasca

                                 
França,aceita-se moedas,cartão e dinheiro.



6-DEVOLUÇÃO DAS CHAVES

Quando a devolução é em horário normal, basta uma vistoria do fiscal e pronto, resolvida a questão. Todavia, quando é em horário pouco convencional, como na madrugada por exemplo, algumas perguntas ficam no ar. O estacionamento estará aberto? Haverá funcionário no horário? A resposta para todas essas dúvidas se resume ao fato de que o estacionamento estará fechado e não existirá sequer um  funcionário aguardando nossa chegada, mas tudo já foi programado para funcionar bem. Vejamos: passamos minutos circulando pelo aeroporto de Montreal à  procura da entrada quando, na verdade, ao aproximar-se do portão de acesso, este automaticamente é aberto e não precisamos informar ou descer. Em seqüência, deveremos nos dirigir ao estacionamento da locadora escolhida, retirar todos os nossos pertences e deixar o GPS e documentação do veículo em local visível, no próprio carro.Cuidado se o GPS for próprio, é facil esquecer algum componente deste. Atenção para os cabos de uso próprio. Costumeiramente e, principalmente estes, esquecemos também. As chaves deverão ser depositadas em um cofre próprio para isso, de fácil visualização, geralmente próximo ao local onde iremos deixar o carro. Procure por eles. Às vezes, as locadoras deixam os cofres todos juntos, mas com identificação individual para cada locadora, novamente muita atenção. Não custa nada deixarmos registrado em nosso celular as fotos da placa do carro deixado e em que posição ocupa no estacionamento, condição geral do veículo e sua integridade, o interior do veículo, a hora em que devolvemos as chaves, só por precaução. Pegando carona na informação, seguro morreu de velho e sempre fazemos o mesmo com nossas bagagens. Fotos anteriores ao embarque provam a integridade das mesmas para o caso de danos ou extravios. E fiquemos tranqüilos, pois qualquer anormalidade, o cartão nos avisa com um débito instantâneo. Não queiram vê-lo processar a informação.


Itália

Toda essa burocracia nos gratifica de outra forma com liberdade, autonomia, prazer em encher os olhos com paisagens belíssimas e no tempo que só nós cronometramos... Enjoy!








Comente com o Facebook: