A Índia é um pais singular e bem diferente. Em uma viagem ao país, nunca retornamos sem ter aprendido algo. Uma lição, um costume, boas ou más experiências, mas indiferente com certeza não voltamos. É surpreendente esta vivência. Algo que vale muito o investimento, entretanto, algumas recomendações merecem ser compartilhadas :

Quando ir - Idealmente, final de setembro a março, quando as chuvas têm cessado e as temperaturas são mais amenas. As monções (chuvas) precisam ser consideradas, pois podem estragar qualquer programa. Pudemos vivênciá-las por apenas um dia e achamos bastante desconfortável fazer o passeio sob essa condição .

Visto - Brasileiros precisam dele para entrar no país. Há o normal e o e-visa. O primeiro, retirado diretamente na embaixada e, o segundo,  on line, que foi o que optamos. Se a escolha for o e-visa, o guichê na imigração é específico e facilmente identificado na chegada. Basta apresentar o documento impresso previamente e o carimbo no passaporte está praticamente garantido. Bem fácil de se orientar.  As peculiaridades e documentos para o  visto podem ser resolvidas  clicando aqui.
O e-visa serve muito bem para quem pretende apenas uma entrada no país. O nosso roteiro incluía saírmos para o Nepal e voltarmos via Índia, para então regressarmos ao Brasil. Com os bilhetes emitidos e as malas encaminhadas ao destino final, no retorno, não foi necessário uma outra entrada na imigração, apenas uma vistoria de segurança, sem a apresentação do visto. Mas se a idéia for retornar a Delhi ou emitir uma nova passagem por outra empresa ou, ainda,  recolher as malas, outro visto será necessário.
Preferi solicitar nosso visto por empresa especializada. Um pouco mais caro, mas foi rápido e descomplicado.






O Taj Mahal é muito mais que um túmulo, é uma magnífica obra de arte. Para entender o Taj Mahal há que visitá-lo, sentir o clima misterioso que o cerca e poder admirar cada metro da sua estrutura composta de mármore branco. A pedido de sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, que faleceu após o parto, o imperador mogul Shah Jahan não mediu esforços, nem dinheiro, para construir o monumento. Essa magnífica obra muçulmana foi creditada a Ustad Ahmad Lahori, um arquiteto indiano de ascendência persa. A construção começou em 1630 e, para a ocasião, foram convocados os melhores escultores, artesãos  e empreiteiros da Pérsia e de toda Europa. O local escolhido foi a margem sudoeste do rio Yamuna.
O Taj Mahal possui cinco estruturas principais: o Darwasa ou portão principal, o Bageecha ou jardim, o Masjid ou mesquita, o Naqqar Khana ou casa de descanso e o Rauza, que é o mausoléu onde fica o túmulo. O estilo é o mogul, que combina detalhes da arquitetura persa, islâmica e da Ásia Central. Seus minaretes possuem 40 metros de altura e são um pouco inclinados anteriormente, exatamente para direcionar a queda dos mesmos, sob circunstâncias adversas da natureza, como os terremotos, para o lado oposto ao mausoléu .

Inevitável não vincular uma viagem ao Nepal, sem falar no monte Everest. Localizado na Cordilheira do Himalaia, a cadeia de montanhas mais jovens e altas da terra, o Monte Everest, com seus 8.848 metros de altura, fascina todo viajante. Dos catorze montes mais altos do mundo, oito estão localizados aqui. A viagem promete... E cumpre!
A noite anterior ao vôo é de pura inquietação. Afinal, dependeríamos do bom tempo para o avião decolar e só teríamos um dia no roteiro para fazer o passeio. Katmandu está circundada por montanhas e é deslumbrante, entretanto, ali não estamos a desfrutar da Cadeia do Himalaia . 
Chegada a hora, lá estávamos, a postos, logo cedinho, no embarque doméstico do Aeroporto Internacional de Katmandu. Condições favoráveis e logo estávamos com nosso cartão de embarque. O check in foi  rápido, sendo necessária, obviamente, a apresentação do passaporte. Reservamos o passeio no dia anterior e fomos informados que se por questões climáticas, não fosse possível visualizar o Everest,  uma parte do dinheiro seria devolvido. Mas não queríamos esse adendo e a natureza prontamente nos atendeu.




Um dos maiores e mais movimentados aeroportos do mundo é o de Heathrow (LHR), em Londres. Localizado a 31 km do centro, é inevitável não pensar em conhecer Londres durante uma conexão prolongada. Com cinco terminais, o fator tempo é levado em conta. Vejamos, chegamos da Ásia pelo terminal 5, voando com a British, pontualmente às seis horas da manhã. Considerando o deslocamento para o terminal 3 ( onde sairia Latam), às sete e vinte estávamos na imigração. Às oito horas da manhã estávamos liberados. E duas horas foram rapidamente consumidas. Considere que as malas maiores ja haviam sido despachadas para o destino final e que já estávamos de posse do cartão de embarque. Nosso próximo vôo estava marcado para noite, às 22:30h. Tempo hábil para um passeio na cidade de Londres.



Em setembro de 2017, viajamos para esse incrível país chamado Nepal. Brasileiros precisam de visto, podendo ser logrado na chegada ao aeroporto de Katmandu, o único internacional no país e, para viajar a qualquer outro destino, obrigatoriamente tem que passar pelo mesmo.



Logo no desembarque, temos que fazer um scanner do nosso passaporte onde, além da foto, obtida de imediato, outros dados básicos são solicitados, como número do passaporte, data da expedição e validade, local de hospedagem no Nepal, entre outras perguntas básicas. A seguir, paga-se o valor em dólares, aceitando-se cartões, bandeiras visa ou master. Até quinze dias, paga-se vinte e cinco dólares por pessoa.